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Covid-19 e reunião ministerial

Prefeito de Manaus diz que Bolsonaro é responsável por mortes e dispara: 'meu pai não se metia em rachadinha'

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Foto: Reprodução/Instagram e Agência Brasil Foto: Reprodução/Instagram e Agência Brasil
Foto: Reprodução/Instagram e Agência Brasil

A Culpa é do Supremo


Manaus/AM - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, afirmou nesta quinta-feira (14) que o presidente Jair Bolsonaro é co-responsável pelas mortes de Covid-19, e rebateu afirmações que o presidente da República teria feito sobre ele e seu pai durante a reunião ministerial de 22 de abril..

Segundo a coluna de Matheus Leitão, da Veja, após ministros, incentivados por ele, criticarem medidas restritivas tomadas por governadores e prefeitos, Bolsonaro citou Arthur e riu ao mencionar quem é o pai do prefeito, Arthur Virgílio Filho, que foi torturado durante a ditadura.

Segundo a coluna de Matheus Leitão, em reunião com seus ministros, o presidente da República citou especificamente Arthur ao criticar os gestores que determinaram abertura de covas coletivas. Bolsonaro riu ao fazer menção ao pai do prefeito, que foi torturado durante a Ditadura Militar:  “aquele ‘vagabundo’ do prefeito de Manaus, que está abrindo cova coletiva para enterrar gente e aumentar o índice da Covid. Vocês sabem filho de quem ele é, né?”, teria dito o presidente, aos risos.

Ao saber das declarações, Arthur afirmou que Bolsonaro “não respeita ninguém, insulta a todos e não muda”. “Eu passo o dia trabalhando, já ele bate perna. Então se tem um vagabundo aqui não sou eu não. Vagabundo é quem não faz nada. Eu é que não vejo ele trabalhando. Bolsonaro é co-responsável por essas mortes todas pela Covid-19”, disse à coluna. “Como eu trabalho e não sou vagabundo, tenho de fato enfrentado a pandemia como guerra. E na guerra a gente enterra. Não tem cova rasa. Estamos fazendo um memorial para os que tombaram por conta do vírus”, completou. 

O prefeito de Manaus também afirmou que Bolsonaro não poderia se referir ao seu desta forma:  “Não pode porque ele não se aproxima na coragem, nem na honradez do meu pai. Meu pai não se metia em rachadinha. É um exemplo. Se ele seguisse o exemplo do meu pai o país não estaria como está agora”.

“O ídolo dele é o torturador [Carlos Alberto] Brilhante Ustra, de quem eu tenho nojo e asco. Bolsonaro que fique com o Ustra, enquanto eu fico com o meu pai, com Ulysses Guimarães, com tantas pessoas imoladas e que lutaram contra o regime militar. Se Bolsonaro estivesse no Exército e dessem a ele essa oportunidade, ele torturaria. Ele busca memórias que torturam. Ele é um torturador”, disse Arthur, emocionado, ao colunista. 

A gravação da reunião ministerial de 22 de abril é a principal prova, até o momento, no inquérito que investiga se Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal do Rio de Janeiro, após denúncias feitas por Sergio Moro no momento de sua demissão.




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