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Indicado ao Emmy de melhor ator, Rafael Logam quase brigou com a mãe por causa do prêmio

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Foto: Fox/Divulgação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Eu estava em casa, com uma dor de garganta absurda. Quando acordei, vi que tinha muitas ligações perdidas e muitas mensagens no meu celular. Passei os olhos em algumas e só vi parabéns, parabéns, parabéns. Pensei, vou ser pai de novo?"

Rafael Logam ri, lembrando da manhã do dia 19 de setembro, quando foram divulgados os finalistas ao prêmio Emmy Internacional. Lá estava ele, indicado na categoria de melhor ator por seu trabalho na série "Impuros" (Fox Premium).

"Aí o Fábio Porchat ligou e me deu a notícia. O Lázaro Ramos ligou em seguida e disse: "você está representando o povo preto"! Na verdade, essa indicação é um reconhecimento para a série toda", acrescenta Logam. Depois dos telefonemas, ele chorou de emoção o resto do dia. Mas a dor de garganta passou, como que por milagre.

O Emmy também provocou uma pequena rusga entre o ator e sua mãe. "A cerimônia de entrega vai ser em Nova York no dia 25 de novembro, o aniversário dela. Mamãe não queria que eu fosse, de jeito nenhum. Disse para eu mandar alguém no meu lugar e assistir pela TV. Mas eu insisti e avisei que vou mesmo. Ela respondeu: 'então traz' [o prêmio]."

A responsabilidade é enorme, mas Rafael Logam tem boas chances. Não há nenhum peso-pesado entre seus concorrentes, que vêm do Reino Unido, da Alemanha e da Turquia. E "Impuros", cuja segunda temporada estreia nesta sexta (8) no canal Fox Premium 2, é uma produção de nível internacional e um sucesso de audiência em toda a América Latina.

"Nós não queríamos fazer mais um derivado do favela movie", diz René Sampaio, que divide a direção dos episódios com Tomás Portella. "Não estamos contando só a história da rivalidade entre um traficante, o Evandro do Dendê (Rafael Logam) e um policial, Vitor Morello (Rui Ricardo Diaz). Porque o verdadeiro antagonista do traficante é a mãe dele. E a antagonista do policial é sua filha, que tem problemas com as drogas".

De fato, este é um grande diferencial de "Impuros": as consequências devastadoras do narcotráfico não só para quem está diretamente envolvido nele, mas para as pessoas ao redor. Um thriller misturado com drama familiar; um cruzamento improvável entre "Breaking Bad" e "This Is Us".

Outra característica marcante do seriado é o período em que a trama se desenrola: a década de 1990, quando o tráfico de entorpecentes passou a dominar áreas inteiras do Rio de Janeiro. Um fenômeno visto de perto por Alexandre Fraga, criador e roteirista da série, que, naquela época, trabalhava na Polícia Federal.

Os atores chegaram a frequentar um workshop de manuseio de drogas para aprender a enrolar um cigarro de maconha como se fazia então (sim, o jeito mudou) e até a "cheirar" cocaína - evidentemente, nenhuma substância ilícita foi usada nesse treinamento.

Rui Ricardo Diaz também teve aulas de tiro, assim como outros atores que interpretam policiais. "A gente tem que aparentar intimidade com as armas", diz ele. Também houve visitas comunidades e até a associações de apoio a viciados em drogas.

"Gravamos muitas cenas dentro de um presídio desativado", conta o ator João Vitor Silva, que faz o bandido Afonso. "Foi muito angustiante. Cada hora lá dentro equivale a cinco aqui fora".

O resultado pode ser conferido a partir desta sexta (8): todos os episódios da segunda temporada já estão disponíveis no app da Fox Premium, e a primeira temporada chega no dia 11 de novembro à plataforma Globoplay.

Duas semanas depois, no dia 25, veremos se Rafael Logam conseguirá trazer o Emmy Internacional para sua mãe.

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