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Símbolo sexual nos anos 1990, Solange Gomes diz que recebeu proposta de ex-presidente por cafetão

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Foto: Reprodução/Instagram Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Símbolo sexual nos anos 1990, a ex-modelo e empresária Solange Gomes, 45, lança nesta terça-feira (13) sua autobiografia, "Solange Gomes - Sem Arrependimentos" (R$ 59,90, Ed. Livros Ilimitados, págs 454), na Livraria da Vila, do shopping Pátio Higienópolis, a partir das 18h. 

O livro aborda toda a sua trajetória de vida, a ausência do pai, o aborto e os bastidores do quadro Banheira do Gugu, do extinto Domingo Legal (SBT), programa que a tornou conhecida do público, além de episódios humilhantes de sua vida. Aventuras sexuais também não faltam na obra.

Gomes cita casos com jogadores e atores famosos. Entre os quais estão Romário (pediu a suíte mais barata), Renato Gaúcho (usou xampu como lubrificante para sexo anal), Márcio Garcia e seu irmão, Marcelo (fizeram sexo a três), entre outros. Ela também discorre sobre sua relação de amor e ódio com o cantor Waguinho, com quem tem uma filha, Stephanie Gomes Bastos, 19.

"Ter vivido as histórias que vivi com todos esses homens me tornou uma mulher muito bem resolvida. Não sou frustrada (...) Namorei bastante na minha juventude, curti e usufrui do meu corpo e da minha beleza. Cada um usa a arma que tem", afirma a autora, em entrevista ao F5. Ela diz ainda que não recebeu reclamações dos ex-companheiros nem das atuais mulheres deles por citá-los no livro.

Sobre o episódio de sexo a três com Márcio Garcia, Solange Gomes conta que não repetiu a façanha, mas não descarta a possibilidade. "Não me senti tão à vontade na época. Não foi algo que busquei para fazer de novo. (...) Aconteceu, e eu acabei deixando. Ninguém foi ousado como Márcio na minha vida. Se eu estivesse com algum homem em algum lugar e, de repente, aparecesse outro, como foi com Márcio, até pode ser que rolasse. Mas uma coisa pré combinada, eu não conseguiria fazer."

Nem passava pela cabeça de Gomes escrever uma autobiografia, até receber convite da editora Livros Ilimitados. "Conto várias histórias que ao longo da minha vida eu nunca pude contar, porque sempre fui mãe de menina e a minha filha era muito criança, ainda ia para a escola. Hoje ela está na faculdade. As coisas mudaram."

Solange "dá nome aos bois" em várias histórias que conta em seu livro. Na passagem em que fala sobre as ofertas que recebeu para se prostituir, contudo, faz mistério. "Teve político conhecido que me ligou fazendo oferta para sair com ele, mas não fui", relata ela, na página 128.

Ao F5, a ex-modelo afirma que não citou os nomes dos políticos com medo de ser processada. Mas dá uma dica: "Teve até um presidente da República. A oferta dele veio através de um cafetão, que me ligou. Vou ser muito honesta: eu fiquei bem balançada, porque era o presidente né, meu amor [risos]. Não era qualquer um. É muito poder. Mas não cheguei a encontrá-lo nem nada. Não foi adiante."

Solange afirma que os trechos referentes ao período em que estava grávida de Stephanie foram os que mais lhe exigiram emocionalmente. Ela descobriu a gestação quando estava no auge do sucesso, protagonizando o quadro Banheira do Gugu.

Como não era contratada da emissora, ela deixou a atração e passou a receber convites de casas de prostituição para fazer shows de striptease, e ela aceitou. "Não tinha dinheiro nem o pai da minha filha do meu lado. As boates se aproveitaram disso e me sugeriram o strip."

Solange Gomes relata que o segurança de uma dessas casas chegou a ameaçar ligar para Waguinho, pai de Stephanie, por estar com pena dela. "Fui vaiada pelas meninas de uma determinada casa. Coisa de mulher invejosa. Elas diziam: 'Gorda! Barriguda!'. Saí de lá humilhada demais. Foi quando o segurança quis ligar para Waguinho. Só um filho mesmo para te fazer passar por essas coisas."

Hoje, Solange afirma que sua filha é seu maior amor e que as duas se dão muito bem. Ela afirma que a menina não lhe dá o menor trabalho e que nem ligou para os episódios picantes que a mãe conta na autobiografia. Exceção apenas à parte em que a ex-modelo revela que Waguinho pediu exame de paternidade.

"Ela ficou surpresa ao ler que o pai, quando saiu da prisão em 2004, pediu exame de DNA. Ficou bem chateada, chorou bastante. Expliquei que ele fez aquilo porque estava com raiva. Ele queria se vingar porque tinha sido preso. Queria sair de lá e me desmoralizar. Mas ele sempre soube que ele é o pai dela."

Já a mãe de Solange, Vânia Gomes, sempre foi contra a publicação do livro. "Ela achava que eu não tinha que contar a nossa vida para ninguém. Muitas das coisas que envolviam a vida pessoal dela, eu cortei por respeito."

A ex-modelo e empresária afirma que gostaria que seu livro virasse um filme, de preferência estrelado por Isis Valverde, 32. "Ela tem todo o meu jeito de quando eu era mais nova. Morena, aquele rostinho lindo, cabelo comprido, magrinha, com bumbumzinho... Eu ia me emocionar bastante."

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