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O caso Adail Filho e a Justiça


Por Raimundo de Holanda

25/09/2019 20h07 — em
Bastidores da Política



As denúncias envolvendo mensalinho supostamente pago a  vereadores e atraso em pagamento de precatórios em Coari chegaram ao Judiciário com uma forte dose de veneno.  Há excessos no pedido do Ministério Público e grupos de interesse  agindo nas sombras de forma afrontosa, como se fossem capazes de influenciar uma decisão extrema, que leve ao afastamento e prisão do atual prefeito.

Nada mais intempestivo e abusivo.  Por isso cabe ao magistrado mais do que isenção - um debruçar sobre o caso, neutralizar as toxinas que podem afetar sua decisão e o resultado será a justiça com seu soro saneador.

É oportuno  lembrar a advertência feita nesta quarta-feira  no Senado pelo novo procurador Geral da República, Augusto Aras, sobre o papel dos órgãos de controle e do próprio Judiciário, porque atual e pode levar a uma profunda reflexão de todos aqueles interessados na justiça:   

“Os membros do Ministério Público e do Judiciário podem muito, mas não podem tudo. O tudo está limitado pela Constituição. Nós precisamos disto, desta compreensão. O nosso pacto social recomenda que sejamos escravos da lei para que não sejamos escravos dos homens”.

Salutar isso.  E bom para reflexão deste caso relativo a Coari.

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ASSUNTOS: Adil Filho, coari, Judiciário, mensalinho, mp-am

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.