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Juiz que garantiria a justiça foi para o armário

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  • Decisão de Fux alimenta descrença na justiça
  • Ministro esforça-se em justificar o injustificável

A decisão de  postergar ‘indefinidamente’ a implantação do juiz de garantias era esperada. A medida é do ministro Luiz Fux. A criação da figura do juiz de garantias aprimora a justiça e impede a promiscuidade de relações entre Ministério Público - órgão acusador - e o juiz, como ocorreu nas investigações da Lava Jato,  comprovada pelas revelações feitas no site Intercept Brasil.

Fux segue uma linha claramente favorável aos lavajistas. Como ministro do STF não deveria ter simpatia por ninguém. Mas comprovadamente tem. Uma anomalia no Judiciário brasileiro.

O ministro esforçou-se em justificar a decisão, dizendo que  colocar a lei em prática “desorganizaria os serviços judiciários em efeito cascata de caráter exponencial, gerando risco de a operação da justiça criminal brasileira entrar em colapso”.

Só esqueceu  de dizer que a liberdade de um homem não tem preço, nem uma justiça que opere de forma clara e sem amarras, com garantia de que todos os direitos do acusado serão respeitados.

Essa é, em resumo, a razão pela qual os legisladores criaram a figura do juiz de garantias. Garantir que as ações penais sejam  baseadas na verdade dos fatos e que a justiça criminal  opere sem  qualquer contaminação da parte acusadora.

O ministro colocou o dedo onde não deveria. Perde a justiça, perde o país ao ver adiada uma medida tomada não por uma pessoa - como fez Fux, mas pelos representantes  legítimos do povo brasileiro.


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