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Cura na Natureza

Plantas amazônicas podem auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e obesidade

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Foto: Divulgação

Manaus/AM - O Jucá, a Carapanaúba e o Uchi-Amarelo, que são plantas medicinais nativas da região amazônica, estão sendo analisadas por pesquisadores do Amazonas com o objetivo de avaliar a utilização delas nos tratamentos de inflamações uterinas e no manejo adjuvante da obesidade. A pesquisa científica é desenvolvida por pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).  

 A proposta do estudo é fazer a caracterização química das espécies vegetais, que consiste especificamente em identificar quais são os tipos de substâncias e o princípio ativo que se encontram nas plantas que foram selecionadas para os testes laboratoriais, e, a partir daí, verificar o potencial biológico dessas substâncias através de estudos de atividade antioxidante, antimicrobiana, citotóxica e no combate à obesidade.

Segundo a coordenadora da pesquisa as espécies vegetais Carapanaúba, Uchi-Amarelo, cujo principal componente é a bergenina, assim como o Jucá, estão sendo estudados pelo grupo de pesquisa e os resultados são bastante promissores, indicando diversas propriedades, dentre elas, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana.

A pesquisadora ressalta que mais estudos precisam ser realizados para a comprovação e validação dessas espécies como medicinais e que esse projeto visa dar continuidade aos estudos com essas espécies abordando de uma forma multidisciplinar a química e a farmacologia dessas espécies vegetais. 

A parte da pesquisa que trata sobre a farmacologia abordará estudos de atividade antimicrobiana, antiproliferativa e inibitória de enzimas mediadoras da inflamação, a fim de avaliar o potencial para o qual são indicadas, que envolve o tratamento de miomas, cistos, endometriose, além de outras inflamações uterinas.

A coordenadora da pesquisa explica que os estudos tiveram início em 2016 e parte da identificação dos constituintes químicos e atividade antimicrobiana devem terminar em 2019. “Os estudos da obesidade com a espécie E.uchi têm demonstrado o potencial de redução de sobrepeso nos animais testados, bem como nos níveis de colesterol em comparação com animais que não receberam tratamento. O estudo também tem demonstrado que a espécie também apresenta potencial profilático, inibindo o ganho de peso mediante a indução da obesidade nos animais testados” explicou a pesquisadora.

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