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Economia

Após recorde de novas plataformas, contribuição do petróleo no PIB deve desacelerar

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A instalação de sete novas plataformas no pré-sal entre 2018 e 2019 ajudou a impulsionar o PIB, mas a expectativa é que a contribuição do setor para o crescimento da economia seja menor nos próximos trimestres.

"Estamos colhendo os resultados de uma 'safra' de novas plataformas no pré-sal, e o PIB reflete bem o crescimento da curva de produção nessas unidades", diz o professor Edmar Almeida, do Instituto de Economia da UFRJ.

Com as novas plataformas, a produção brasileira de petróleo e gás bateu recorde em agosto, atingindo a marca de 3,83 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume representa um crescimento de 20% em relação a agosto de 2018.

Nos dois últimos anos, a Petrobras instalou plataformas no campo de Lula, o maior produtor de petróleo e gás do país, e Búzios, a maior descoberta já feita na costa brasileira. Com o crescimento das atividades, o pré-sal já representa 64% da produção nacional.

Foi a maior campanha de instalação simultânea de sistemas de produção da história da Petrobras, movimento que reflete atrasos na entrega de algumas unidades contratadas durante governos petistas, gerando uma concentração de entregas de plataformas entre o início de 2018 e meados de 2019.

Para os próximos trimestres, porém, o ritmo de instalação de novas unidades será mais lento, o que levou a Petrobras a estimar estabilidade na produção entre 2019 e 2020 -mesmo que novas plataformas sejam instaladas, o declínio na produção de Campos antigos e paradas para manutenção vão contribuir negativamente.

Em novembro, a Petrobras instalou a oitava unidade desde 2018, no campo de Berbigão e, para 2020, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) prevê a instalação de apenas duas novas plataformas —uma delas é da estatal e a outra, da norueguesa Equinor.

Almeida diz que, como o PIB capta o valor agregado da produção, e não a atividade petrolífera em si, a contribuição será menor. "Vai continuar subindo, mas agora o ritmo não vai ser tão rápido", afirma.

Em seu plano estratégico, a Petrobras prevê que sua produção de petróleo crescerá 200 mil barris por dia a cada ano entre 2021 e 2023. Neste ano, o país deve começar a contar também com produção de Campos do pré-sal operados por empresas privadas.

A ANP prevê três novas plataformas em 2021 e outras três em 2022. A estimativa não conta com os campos dos últimos leilões do pré-sal, que só devem começar a produzir em meados da década. "Os leilões têm resultado no médio prazo. São no mínimo três anos para o início da produção após a confirmação das reservas", dos Almeida.

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