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Economia

'Congresso está começando a entender a música que está chegando', diz Guedes sobre reformas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a um grupo de representantes de entidades liberais, na manhã desta quarta-feira (14), que "o Congresso está começando a entender a música que está chegando".

Ele se referiu às iniciativas propostas pela sua pasta nos oito primeiros meses do governo Jair Bolsonaro (PSL). "[É] Uma música boa. Eles estão gostando de cantar essa música", afirmou o ministro. "[Eles, o Congresso] Estão abraçando as reformas. Isso é um avanço espetacular para a nossa causa."

"Acho que o país está maduro com essas mudanças que nós estamos fazendo. E não vamos parar", seguiu Guedes, que depois citou verso da canção "No Surrender", do cantor americano Bruce Springsteen.

"Durante a nossa transição [de gestão do governo federal], entre nós, brincávamos sempre com uma música. Acho que era o Bruce Springsteen, aquele roqueiro lá, americano. O verso era mais ou menos assim: 'We made our promisses/ We will always remember/ No retreat/ No surrender'. Quer dizer, nós assumimos o nosso compromisso, nós vamos sempre nos lembrar e não vamos recuar".

Guedes se reuniu na sede do ministério, em Brasília, com cerca de 60 membros de grupos como o Instituto Brasil 200, o Instituto Millenium e o Instituto de Formação de Líderes. A reunião foi convocada por Paulo Uebel, secretário de Desburocratização do governo federal.

No encontro, o ministro agradeceu aos presentes, que chamou de sua "tribo liberal", pelo trabalho de apoio à aprovação da MP da Liberdade Econômica. Nos seus cerca de 40 minutos de fala, ele também traçou um panorama de outras iniciativas e projetos propostos pela pasta.

"Estamos abrindo a economia, reduzindo a máquina do estado, privilegiando o cidadão. Vamos fazer a reforma tributária, fazer as privatizações", disse ele, que vê seu trabalho como ainda começando.

"Demos só o passo inicial na [reforma da] Previdência. Está todo todo mundo feliz, mas nós não estamos ainda. Achamos que foi só um passo inicial. Agora nós vamos para a [reforma] tributária.", disse. "Não resolvemos ainda o problema de geração de empregos aos milhões e de acumulação de capital, que o Brasil precisa. Então esses dois itens estão faltando aí."

"O choque do gás nasceu de um amigo também que nos procurou e falou: 'Olha, tem que quebrar esse negócio desse monopólio público'. E isso vira uma medida. Nós começamos a trabalhar, uns cinco, seis sete meses, tudo o que estamos fazendo tem esse pano de fundo."

Guedes também traçou um paralelo entre o passado e o presente do pensamento econômico liberal no Brasil. "Eu me lembro de 40 anos atrás [...] realmente, eram pouquíssimos os liberais. Cabiam em uma kombi", brincou o ministro. Ele citou o livro "O Chamado da Tribo", de Mario Vargas Llosa, como referência para o seu uso do termo "tribo". "Só que [no livro], a tribo à qual ele se refere é a socialista."

"É muito bonita a história que ele [Vargas Llosa] conta. Inclusive ele era socialista", avalia Guedes, que emendou: "Fica a impressão clara de que fazer um socialista são cinco minutos. Coração, você olha um pobre, quer ajudar. Em cinco minutos você produz um socialista. Para produzir um liberal, são anos".

“A reunião com o ministro foi um combustível para nós seguirmos em frente", afirma o presidente do Brasil 200, Gabriel Kanner. "Foi bom ouvir dele o reconhecimento das ações dos movimentos liberais que estão trabalhando para destravar a economia e tornar o Brasil um país aberto aos investimentos e gerador de empregos."

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