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Após agressão, goleiro Jean diz não ser 'monstro' e agradece ao Atlético-GO

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O goleiro Jean, acusado de agredir Milena Bemfica, agora ex-esposa dele, se manifestou publicamente sobre o caso pela primeira vez nesta quinta-feira (13), ao ser apresentado pelo Atlético-GO, clube para o qual foi cedido por empréstimo pelo São Paulo.

"Quero pedir desculpas pelo erro. Toda história tem dois lados, sim, mas não justifica a agressão. Se eu estivesse certo em algum momento, fiquei totalmente errado (ao agredir Milena). Não estou dizendo que, por toda história ter dois lados, eu esteja certo em agredir alguém, não. Foi uma reação que tive, mas que nunca tinha tido antes. Não sou esse menino agressor, quem me conhece sabe que sou um cara de coração bom e se surpreendeu com o que aconteceu", disse.

"Tem coisas que só vou poder falar em breve, não posso entrar em detalhes. Mas vim aqui dar minha cara a tapa, pedir desculpas a todas as mulheres que se sentiram ofendidas e dizer que eu não sou esse monstro que a imprensa fez de mim. Eu não sou essa pessoa ruim e estou muito, muito arrependido."

"Eu tenho que agradecer muito ao Atlético e ao presidente (do clube, Adson Batista) por terem aberto a porta para mim. Eu nunca tinha agredido alguma mulher. Foi uma situação de reação, por fatos que vou esclarecer depois, mas que não justificam o ato de agressão. Se não fosse o Atlético-GO, já que meu contrato está suspenso com o São Paulo, eu não teria como ganhar dinheiro para sustentar e dar educação às minhas filhas", completou o jogador na coletiva de imprensa.

Jean havia sido preso em 18 de dezembro do ano passado, após a polícia ser chamada ao seu quarto no hotel em que estava com a família, em Orlando, nos Estados Unidos. Durante a madrugada, sua esposa havia publicado um vídeo nas redes sociais, trancada no banheiro, denunciando a agressão.

Esposa do ex-são-paulino, Milena também divulgou mensagens enviadas pelo goleiro. Em uma delas, o atleta disse, ainda na madrugada, que ela teria acabado com sua carreira e causaria a fome das duas filhas do casal. A mulher do goleiro depois apagou as postagens e publicou nova mensagem, que afirmou estar em segurança e que se pronunciaria depois. Mais tarde, a esposa disse estar bem e pediu respeito a Jean, que vinha sendo atacado nas redes sociais.

O atleta foi solto um dia após sua prisão, sem a obrigação de pagar fiança. Após o caso, o São Paulo decidiu suspender o contrato com o jogador até o final de 2020. O goleiro então acertou sua transferência por empréstimo ao Atlético-GO.

No boletim de ocorrência, o xerife do caso relatou que o atleta teria dado oito socos na vítima e que a mulher, tentando se defender, teria atirado uma chapinha de cabelo nele, o que teria cortado sua perna. Ainda segundo o documento, as filhas teriam testemunhado a agressão.

Em 21 de janeiro, a Promotoria do estado americano da Flórida solicitou à Justiça que o caso envolvendo o goleiro Jean fosse arquivado. No requerimento, a assistente da promotoria Sarah Marie Castro afirmou que, de acordo com a investigação realizada, "o caso não é passível de processo".

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