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Saiba o que é o fair play financeiro que baniu City da Champions

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Manchester City (ING) foi banido pelas próximas duas temporadas da Champions League (e qualquer outra competição europeia) por quebrar as regras do fair play financeiro da Uefa, conjunto de normas que está em vigor desde 2011 para garantir, em médio e longo prazo, a saúde financeira dos clubes europeus.

Entenda o que é o fair play financeiro e quais as suas determinações sobre as finanças das equipes.

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Qual a definição de fair play financeiro?

Segundo a Uefa, "o fair play financeiro busca melhorar a saúde financeira global do futebol europeu de clubes".



Os clubes podem ter balanço negativo?

Sim, desde que esse valor seja de até 5 milhões de euros (R$ 23 milhões) durante o período de avaliação (de três anos) —até 2018, o limite era de 30 milhões de euros (R$ 139 milhões em valores atuais)— e o clube dê garantias de que poderá ser coberto por contribuição ou pagamento por parte do dono. Investimentos em estádios, centros de treinamento, nas categorias de base e futebol feminino não entram na conta do fair play financeiro, justamente para que os clubes estimulem esses setores.



Os donos podem injetar dinheiro nos clubes?

Sim. Sob os regulamentos atualizados da Uefa, qualquer entidade pode, sozinha ou em conjunto com outras entidades ligadas a um mesmo dono ou governo, ser responsável pela injeção de valores que representem até 30% das receitas totais do clube. Porém, se o proprietário de uma empresa investe no clube por meio de contratos de patrocínio, a Uefa pode abrir investigação para averiguar possíveis irregularidades. No caso do City, a entidade puniu o clube por apresentar receitas adulteradas.



Os clubes são banidos automaticamente dos torneios caso não respeitem o fair play financeiro?

Não. A Uefa estabelece uma série de sanções a serem aplicadas para os clubes que não cumprem com o plano de austeridade, entre elas advertências, multas, dedução de pontos, retenção das receitas dos torneios organizados pela entidade, restrição ao número de inscritos nesses torneios, desqualificação das competições ou exclusão de disputas futuras e retirada de um título ou prêmio. No caso do City, o clube inglês já havia sido punido pela Uefa em 2014, juntamente com o Paris Saint-Germain (FRA), mas de forma mais branda.



Algum clube já foi proibido antes de disputar torneios da Uefa em situação similar?

Sim. De acordo com a entidade, desde que o fair play financeiro foi implementado em 2011, seis times que haviam garantido classificação para torneios europeus foram impedidos de participar das competições da Uefa por não pagarem salário dos atletas ou valores de transferências a outros clubes. Houve ainda o caso do Milan, excluído da Liga Europa 2019/20 por não cumprir os requisitos de "break-even", termo que determina o equilíbrio financeiro (ganhos e prejuízos iguais).



Os clubes podem recorrer das punições por violação do fair play financeiro?

Sim. Qualquer decisão do investigador chefe do Comitê Financeiro de Controle dos Clubes pode ser revista pela Câmara Adjudicatória do órgão. No caso de a Câmara Adjudicatória estabelecer a punição com medidas disciplinares, os clubes podem recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

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