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Ataques aéreos matam ao menos 18 em último reduto rebelde na Síria

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BEIRUTE, LÍBANO (FOLHAPRESS) - Ataques aéreos do regime sírio mataram ao menos 18 pessoas -dentre as quais sete crianças- na região de Idlib, no noroeste do país, neste domingo (21), informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Idlib é considerada o último bastião dos rebeldes que lutam contra o ditador Bashar al-Assad há oito anos. Ele havia prometido recuperar o país do domínio das milícias, mas, em mais de dois meses de operações militares na área, obteve pouco sucesso.

Doze pessoas foram mortas na aldeia de Urum al-Jawz, a oeste, e outras quatro em ataques em Kfarouma, ao sul da província de Idlib.

Uma ofensiva aérea russa --aliada do governo sírio-- na cidade de Khan Sheikhoun matou um voluntário da defesa civil síria, Anas al Dyab. Dyab tinha pouco mais de 20 anos e também contribuía com reportagens em foto e em vídeo para a agência de notícias AFP.

Os óbitos deste domingo aumentaram o número de civis mortos pelo governo sírio ou por bombardeios russos no noroeste para 682 desde o final de abril. Além disso, 53 civis foram mortos por ataques rebeldes em áreas controladas pelo governo no mesmo período.

Cerca de 1.500 combatentes de ambos os lados foram mortos no mesmo período.

A mídia estatal também disse que um trem que transportava fosfato no centro do país foi descarrilado por uma explosão de bomba a leste de Palmira, causando ferimentos entre a tripulação. Não se sabe quem cometeu o atentado. O Estado Islâmico ainda está ativo nessa área.

A agência de notícias estatal Sana informou ainda que o exército sírio evitou um ataque de grupos militantes que tinham como alvo posições militares que protegiam a vila de al-Qasabiya, no sul de Idlib.

As unidades do exército destruíram veículos pertencentes à Frente Nusra e seus afiliados foram mortos no ataque, durante o qual os militantes usavam homens-bomba. A Frente Nusra é uma organização jihadista que domina a área de Idlib.

Mais de 500 mil pessoas já morreram na Guerra Civil na Síria, que teve início em 2011. 

O conflito começou após uma série de protestos em março de 2011 que pediam a saída de Assad na esteira da Primavera Árabe. Após uma resposta violenta do governo, grupos rebeldes se organizaram e responderam com força, dando início ao conflito.

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