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"Nosso dever é convencer"

Arthur manifesta nova preocupação com a Zona Franca: 'temos o dever de alertar’

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Foto: Divulgação/Semcom

Manaus/AM - O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto se manifestou mais uma vez em sua página pessoal no Facebook, com artigo em defesa ao Polo Industrial de Manaus (PIM) e a Zona Franca. Na postagem, Arthur faz alertas sobre as reformas que serão realizadas pelo Governo Federal, que são necessárias, mas elas não devem enfraquecer o parque industrial da capital amazonense. 

Por duas vezes o prefeito demonstra tristeza por ver pessoas cultas, preparadas e com currículos admiráveis   que não conseguem observar que a Amazônia é a região mais estratégica do Brasil e que o futuro brasileiro necessariamente passa pela Amazônia. 

Confira a postagem completa: 

Prossigo a série de artigos sobre o Polo Industrial de Manaus – PIM. Penso que o presidente haverá de enviar, em fevereiro, um leque de reformas estruturais para exame pelo Congresso Nacional. Aliás, ou age com esse sentido de urgência ou terminará não promovendo as mudanças de que carece nossa economia.

Daí o interesse que tenho, como cidadão amazonense e prefeito de Manaus, em ver estabelecida a compreensão brasileira sobre o parque industrial que sustenta meus conterrâneos, colabora com o Brasil inteiro, gera empregos a granel em São Paulo e tem sido responsável pela manutenção da floresta em pé.

Confesso que me entristece saber que pessoas cultas, densas, preparadas, fecham os olhos para a região mais estratégica do Brasil e, seguramente, uma das mais estratégicas do planeta. Porque uma coisa é reconhecer que o PIM está em crise e enfraquecido, com certos polos ameaçados de cair em obsolescência; outra, bem diferente, é repudiar o modelo pura e simplesmente, como se incentivos fiscais tivessem sido inventados especialmente para Manaus. 

Como se desconhecessem que as principais fortunas deste país conhecem bastante bem os socorros que, não raro, lhes têm prestado os cofres públicos. Pensem num só grupo econômico tradicional paulista que não tenha crescido a peso de benesses oficiais. Basta que me digam um só. E olhem que me estou referindo apenas à possibilidade de “favores” legais. Não preciso ir mais longe do que isso.

Confesso que me deprime notar que pessoas de currículos admiráveis não conseguem sentir que o futuro brasileiro passa necessariamente pela Amazônia: pela parceria que levaria a resultados sociais e econômicos formidáveis...ou pela atitude canhestra de misturar o joio e o trigo, como se fosse justo cortar, de hora para outra, todos os subsídios, os bons e os ruins, sem atrair consequências graves para o país. E olhem que não me refiro aos incentivos fiscais consagrados à Zona Franca de Manaus – ZFM - na Constituição de 1988. Refiro-me aos subsídios fúteis, com cheiro de negociata; aos descartáveis, por não resolverem problema algum e, obviamente, aos que cumprem papel justo e valioso. 

A ZFM, que cumpre o papel nobre de enfrentar a ânsia de desmatamento, sustenta a floresta viva, colabora com o povoamento das fronteiras, abre mão de explorar minérios valiosos que a natureza lhe presenteou...sem receber o reconhecimento nacional justo e sem receber recompensa econômica verdadeira de um mundo que precisa da nossa cobertura florestal para sobreviver. Que precisa da nossa água, que será talvez o bem mais precioso de todos, já na segunda metade deste século, escasso em todo lugar, farto e tão generoso aqui, já na segunda metade do século 21.

Confio no que serão capazes de fazer os parlamentares da minha terra. Saberão articular saídas hábeis. Argumentarão com o peso de quem conhece a face verdadeira da moeda. Não se curvarão ao preconceito e nem a opiniões monótona e monoliticamente encrustadas em cérebros que temos o dever de alertar.

Nosso dever é convencer... fazer o Brasil vencer ao nosso lado. A ZFM precisa de ajuda e não de algozes. 

De parcerias corajosas (prestem atenção à rica biodiversidade à disposição de quem for lúcido e ambicioso por um Brasil equânime). De reformas e investimentos em sua infraestrutura. De preparação efetiva (serve para o país todo) para a quarta revolução industrial.

Creio no que ora afirmo. E anseio por um diálogo aberto, que não comece com um final cansado previamente definido.

 

 

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