Tayah vê pegadinha em concessão e defende impedimento de Amazonino

29/05/2012 às 18h30

Os últimos dias de maio prometem acirrar a discussão em torno do abastecimento de água em Manaus. Ontem o presidente da Câmara Municipal Isaac Tayah (PSD) disse que o prefeito Amazonino Mendes (PDT) prevaricou no caso da mudança de concessionária de água e anunciou que vai recorrer à Justiça para tentar anular o contrato celebrado entre a prefeitura e a Manaus Ambiental, e se for provada a prevaricação vai pedir o impeachment do prefeito.

Tayah também anunciou uma ação judicial contra o decreto do prefeito que obriga o pagamento de taxa pelos consumidores que se abastecem por meio de poços artesianos.           A justificativa de Tayah para tentar derrubar o decreto do prefeito, baixado em 18 de maio deste ano, é que o ato causa prejuízos à sociedade de um modo geral.

“Estamos agindo em defesa daqueles que vieram investir em Manaus, daquele cidadão que não tem água, daqueles que não conseguem discutir hoje no PROCON o excesso de ar que entra no cano das ligações de água, enfim, uma serie de irregularidades e as metas eu não foram cumpridas”, afirma.

Quanto à anulação do contrato da concessão da água, Tayah disse que pediu ao seu advogado para dar prioridade nesse processo, “porque é importante bloquear a ação dessa empresa”. Ele reconhece que o grupo que se mantém no comando do sistema de abastecimento de água de Manaus “é forte no lobby, forte porque ela conseguiu entrar no sistema de uma forma irregular, então a gente entende que ela é muito forte”.

Mas o presidente da Câmara adverte que “a sociedade e a Lomam são mais fortes. Se ela fosse regular, eu estaria dizendo “vamos dar um prazo para essa empresa trabalhar”. Mas descumpriram a Lomam, e quando se descumpre a Lomam nós temos que ficar preocupados. Agora a ação minha irá tramitar junto com as dos outros vereadores que também estão fazendo”.

Indagado sobre a possibilidade de impeachment, Tayah foi claro: “O que é o impeachment. O impeachment é a improbidade confirmada. Nós falamos sobre impeachment a partir do momento em que se confirma a improbidade. Para nós conseguirmos provar a improbidade, nós temos que ganhar na justiça. É um processo longo, mas nós não estamos brincando”, assegurou.

[Segundo ele existe o item IV do contrato “cheio de pegadinhas” que são no mínimo esquisitas. “Como a Lomam preconiza que a concessão passe pela Câmara, e ele não fez a licitação, ele prevaricou. Quem são as outras empresas?, nós não sabemos. Será que não existem outras empresas (de água) no país? Se não existe, tudo bem, que fique ela, mas tem que ser feita a licitação”, disse.[

Sobre o fato de o prefeito Amazonino Mendes não ter dado publicidade ao andamento do processo, Tayah foi taxativo: “Isso foi o absurdo do absurdo, achar que a ditadura prevalece, achar que a Câmara não existe, mas nós sabemos que nós cumprimos a Lomam e nós vamos em cima”.


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