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Política

Bolsonaro acena ao Senado e reconduz apadrinhado do PP à superintendência do Cade

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro resolveu reconduzir ao cargo de superintendente-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) Alexandre Cordeiro, nome apadrinhado pelo senador Ciro Nogueira, presidente do PP. 

Cordeiro chegou ao cargo em 2017, durante o governo Temer, depois de o então presidente aceitar a influência do partido e cancelar a escolha de um nome técnico para o cargo (o de Amanda Athayde, que havia sindo indicada anteriormente).  

O superintendente se aproximou da equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) nos últimos meses, em especial durante as discussões acerca da abertura do mercado de gás (de interesse da pasta).

Tradicionalmente, as escolhas para o Cade têm nomes definidos pelas pastas de Guedes e da Justiça, para haver um equilíbrio entre juristas e economistas na composição do órgão. 

Além de Cordeiro, Bolsonaro encaminhou três nomes para o conselho do órgão na quinta-feira (22).

As indicações são feitas após o presidente ter cancelado as escolhas anteriores, feitas neste ano pelos ministros Guedes e Sergio Moro, após relatos de insatisfação no Senado pelos nomes não terem sido combinados previamente com os parlamentares. 

O movimento ocorre no momento em que o Senado assume a condução da reforma da Previdência e se prepara também para outro momento crucial para o governo: o da sabatina do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), indicado pelo pai para ocupar o posto de embaixador do Brasil nos EUA. 

Os dois nomes indicados e depois cancelados foram os do professor paranaense Vinicius Klein, escolhido por Moro; e o economista Leonardo Bandeira Rezende, selecionado por Guedes. 

Os dois nomes escolhidos eram considerados qualificados, de perfil técnico e sem influência político-partidária. 

Agora, Bolsonaro indicou três nomes para o conselho do Cade (que, no total, terá quatro cadeiras vagas neste ano). São eles: Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann, que é sócio do escritório Almeida Prado e Hoffmann, em São Paulo; Luis Henrique Bertolino Braido, que é mestre pela FGV e doutor em Economia pela Universidade de Chicago; e Sérgio Costa Ravagnani, advogado e subchefe adjunto de Política Econômica da Casa Civil. 

O presidente ainda indicou a advogada Lenisa Rodrigues Prado para o cargo de procuradora-chefe do Cade.

Procurado sobre a influência do Senado nas indicações, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, diz que a decisão é do Executivo. "As indicações para o Cade ou qualquer outra agência reguladora são de prerrogativa exclusiva do poder Executivo."

Todos os nomes indicados serão devidamente sabatinados no Senado Federal, onde os indicados poderão provar suas capacidades. O Brasil precisa destravar a economia, gerar empregos e voltar a crescer", afirmou em nota.

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