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Leilão do complexo do Anhembi não encontra interessados e fracassa em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O leilão para privatização do complexo do Anhembi fracassou. Nenhuma empresa apresentou proposta para a Prefeitura de São Paulo nesta quarta-feira (14), como previa o edital.

A gestão Bruno Covas (PSDB) já trabalhava com a possibilidade de não aparecerem interessados por conta do valor mínimo de R$ 1,45 bilhão estabelecido pelo Tribunal de Contas do Município. O leilão estava marcado para sexta-feira (16).

Com base em laudos encomendados pela prefeitura, a administração Covas pretendia fixar um valor mínimo de R$ 1 bilhão, mas o valor foi considerado muito baixo pelo tribunal de contas após relatório elaborado pelo conselheiro Domingos Dissei.

Em entrevista à Folha no começo de julho, o secretário de Governo, Mauro Ricardo, já dizia que o valor inviabilizava a venda, mas que levaria o processo até o fim para provar que o tribunal de contas estava errado.

Diante do fracasso, a prefeitura irá pedir ao TCM a reconsideração do valor mínimo determinado, na tentativa de aproximá-lo a R$ 1 bilhão. O cálculo da prefeitura foi feito com base em seis avaliações distintas, apresentadas por três empresas diferentes, sendo uma delas pública e não vinculada ao município.

O processo de privatização prevê não somente a venda do complexo do Anhembi, mas também a alienação da participação societária da prefeitura na SPTuris, empresa municipal que administra o complexo e que é responsável pela organização do turismo e de eventos na cidade.

O relatório do conselheiro Dissei se baseou em estudo do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), embora tenha acrescido R$ 50 milhões ao estipulado pela entidade.

"Tenho convicção de que é um valor justo, considerando o interesse público e a efetiva busca do resultado mais efetivo para a administração", escreveu Dissei à época.

Inaugurado em 1970 com a realização do Salão do Automóvel, o complexo do Anhembi tem 376 mil metros quadrados e é formado por sambódromo, Pavilhão de Exposições e Palácio de Convenções.

No começo do ano, durante o Carnaval, o prefeito Bruno Covas (PSDB) declarou que a privatização renderia R$ 3 bilhões à prefeitura ao longo de 15 anos, considerando o valor de R$ 1 bilhão da alienação e o que deixaria de ser investido em obras e manutenção.

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