O legado do prefeito de Manaus
- O transporte púbico deve atender aos mais pobres.
- Arthur, um olhar voltado para o futuro
Com o fim da intervenção financeira no sistema de transporte coletivo de Manaus, o prefeito Arthur Neto inicia seu último ano de mandato com o olhar voltado para o futuro da mobilidade urbana numa cidade estado, com um sistema viário complexo e cheio de gargalos.
Arthur sabe que há outros desafios a enfrentar numa área sensível que tem sido o calcanhar de Aquiles de todos os ocupantes da cadeira de prefeito da cidade.
O transporte coletivo está mudando não apenas em renovação de frota, que ganhará mais 300 ônibus novos a partir do segundo semestre, mas também a visão de empresários e agentes públicos em relação a sua utilização pela população: a idéia disseminada ao longo dos últimos anos de que todos devem utilizá-lo para facilitar a mobilidade urbana já é compreendida como uma utopia, que deve ser desmistificada.
O transporte público deve ser destinado aos mais pobres. Só assim justifica-se o pesado subsídio concedido às empresas que operam o sistema.
Essa crise pela qual passou o sistema de transporte coletivo, forçando a prefeitura a intervir nas empresas, abriu espaço para um outro segmento, tão importante quanto o transporte publico: o mercado de aplicativos.
É uma inovação que chega do mundo virtual da internet, eficaz e barata, a qual a população vem se adequando, embora precise de ajustes.
ASSUNTOS: Arthur Neto, Manaus, mobilidade urbana, tarifa de ônibus
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.