Saiu o empréstimo. Manaus respira
- Não foi uma decisão unânime - os que discordaram - e foram muitos - devem ser respeitados. Esse é o papel do Parlamento em uma democracia.
- A aprovação do empréstimo de R$ 580 milhões,entretanto, não exime mesmo aqueles que o avaliaram como positivo e o legitimaram, de fiscalizar sua aplicação.
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Mudou a postura dos vereadores. A aposta no quanto pior melhor foi substituída por um olhar sobre a cidade de Manaus e seus problemas. O interesse no bem público prevaleceu acima das diferenças de opinião de grupos que antagonizavam com o prefeito David Almeida.
Saiu o empréstimo de R$ 580 milhões para a prefeitura atender as demandas de uma cidade assolada pelas chuvas. Pode parecer muito, mas é pouco para um projeto de reconstrução, deslocamento de famílias para áreas de segurança, abertura de novas avenidas e construção de viadutos.
Quem se preocupava com questões eleitorais pisou no freio e cedeu ao bom senso. Não foi uma decisão unânime - os que discordaram - e foram muitos - 17 dos 41 vereadores - devem ser respeitados. Esse é o papel do Parlamento em uma democracia.
A aprovação do empréstimo, entretanto, não exime mesmo aqueles que o avaliaram como positivo e o legitimaram, de fiscalizar sua aplicação.
Afinal, trata-se de dinheiro público, cujo pagamento ao Banco do Brasil, sairá do bolso do contribuinte.
ASSUNTOS: banco do brasil, Câmara de Vereadores, contribuinte, empréstimo, Manaus

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.