Caso Henry: Jairinho já foi citado por suposto envolvimento com milícia

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Preso suspeito de ter assassinado o enteado de quatro anos, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi citado cinco vezes como líder de milícia em um estudo no Rio de Janeiro.
De acordo com a Folha de São Paulo, as entrevistas foram realizadas entre outubro de 2007 e março de 2008 com moradores de territórios controlados pelas milícias, ou pessoas que conheciam bem esses locais.

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O pesquisador Ignacio Cano, do LAV (Laboratório de Análise da Violência) da Uerj, escreve que Jairinho foi citado cinco vezes, e seu pai, o ex-deputado estadual e policial Coronel Jairo (SD), 13 vezes. Coronel Jairo foi citado ainda no relatório da CPI das Milícias realizada na Assembleia do Rio, em 2008, mas não foi indiciado porque não havia provas.
A Polícia Civil também investigou se o então deputado havia tido envolvimento com a tortura de uma equipe de reportagem do jornal "O Dia" na favela do Batan, na zona oeste. Não houve elementos suficientes na investigação para incriminar Jairo. Ele sempre negou qualquer relação com grupos milicianos.
Nascido e crescido em Bangu, zona oeste, seu reduto eleitoral, Jairinho formou-se em medicina, mas acabou tornando-se herdeiro político do pai. Vereador desde 2005, quando tinha 27 anos, ele está em seu quinto mandato após ter sido reeleito no ano passado com 16 mil votos.
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