Gleisi Hoffmann apresenta queixa-crime ao STF contra Gustavo Gayer

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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por injúria e difamação. A ação foi motivada por declarações machistas feitas pelo parlamentar em uma rede social, onde ele comparou o presidente Lula a um "cafetão" e a ministra a uma "garota de programa", em uma crítica à articulação política do governo.
No documento apresentado ao STF, a defesa de Gleisi argumenta que as declarações de Gayer não apenas ferem a ética e o respeito, mas também reforçam a misoginia e a violência política de gênero. Os advogados destacaram que, como figura pública com grande engajamento nas redes sociais, o deputado contribui para normalizar ataques misóginos contra mulheres em posições de poder, comprometendo a ordem pública e o Estado Democrático de Direito.

Tarifa da discórdia e ameaça de demissão pelo CDL
Além da queixa-crime, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, alegando quebra de decoro parlamentar por parte de Gayer. Em resposta às ofensas, Gleisi defendeu o presidente Lula, afirmando que ele é o líder que mais empoderou mulheres na história política do país, e criticou adversários por promoverem ataques misóginos e machistas.
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