Governistas tentam blindar Pazuello após fala no Senado

A participação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em debate sobre o enfrentamento do governo federal contra a pandemia nesta quinta-feira (11), intensificou a figura do ministro como chefe da ação para conter a pandemia do novo coronavírus.
Essa foi a avaliação de líderes governistas que, por outro lado, tentam adiar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde para apurar responsabilidades e omissões do governo durante a crise.
O governo argumenta que uma CPI prejudicaria as atividades do Ministério da Saúde na campanha de vacinação. Outro obstáculo são as explicações pedidas pela Polícia Federal a Pazuello, após determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro é investigado em inquérito que apura suposta omissão na crise sanitária no Amazonas.
De acordo com o Grupo Globo, o governo “não aguenta” politicamente duas frentes de “pressão” sobre Pazuello, em meio às indefinições a respeito das vacinas e insumos para imunizar toda a população. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro não mostra intenções de substituir a liderança do ministério da Saúde.
Líderes de oposição como o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmam que as respostas de Pazuello foram insuficientes, e fazem pressão junto ao presidente do Senado para que a CPI seja inadiável.
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