Com VAR e R$ 2 milhões em prêmios, pickleball investe para crescer no Brasil
ouça este conteúdo
|
readme
|
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Febre nos Estados Unidos, o pickleball investe para crescer no Brasil. A etapa de estreia em 2025 da Liga Supremo, que aconteceu em Minas Gerais, foi a primeira fora do país norte-americano a ter árbitro de vídeo, o famoso VAR, e o torneio prevê mais de R$ 2 milhões em premiações na atual temporada.
A competição reuniu cerca de 300 atletas do Brasil e da América Latina. As disputas aconteceram nas categorias mistas, duplas e simples, em diferentes níveis técnicos.
Na etapa de Governador Valadares, o VAR foi utilizado em caráter de teste. A tecnologia foi restrita a um desafio por competidor em cada jogo.
Para a temporada 2025, estão previstos mais de R$ 2 milhões em premiações, segundo a organização da Liga Supremo. O torneio tem inspiração nas grandes competições dos Estados Unidos.
O Open Simples teve como campeões Kym Sze, no masculino, e Marcela Donatoni, no feminino. Juntos, eles também conquistaram o título de duplas mistas. Donatoni ainda levantou a taça ao lado de Patty Boson nas duplas femininas, enquanto Caio Silva e Hugo Dojas levaram a melhor nas masculinas.
A Confederação Brasileira de Pickleball descreve a modalidade como um "esporte dinâmico que combina elementos do tênis, badminton e pingue-pongue, sendo jogado em uma quadra menor com raquetes maiores e uma bola leve". Ele também pode ser jogado individualmente ou em duplas, a céu aberto ou em locais fechados.
O pickleball se tornou uma febre nos Estados Unidos e foi um dos esportes que mais cresceu nos últimos anos, conquistando até mesmo celebridades como os cantores Justin Bieber e Drake, o ator Jamie Foxx e o astro do basquete LeBron James que investiu em uma equipe da Major League Pickeball.
Segundo Steve Kuhn, fundador do MLP, há uma expectativa de chegar a 40 milhões de praticantes até 2030. A Associação da Indústria de Esportes e Fitness dos EUA publicou, em 2022, relatório que apontava para 4,8 milhões de jogadores no país no ano anterior.
Em janeiro, o UOL publicou uma entrevista com a brasileira Mariana Humberg. Ela mora nos Estados Unidos e é uma das atletas mais bem ranqueadas no tour.
"Ele bombou durante a pandemia de covid-19. Como todo mundo estava mais em casa e esse é um esporte que você mantém a distância... Acho que é um esporte muito fácil se apaixonar, é divertido para a família inteira. A partir de 2020 começou a crescer muito o número de quadras", apontou Mari.
"Ainda não é a escala de outros esportes, mas os atletas estão virando celebridades. A gente chega às competições e o povo animadíssimo para ver, querem tirar foto, pedem autógrafos. E no Brasil está começando", completou a atleta.

ASSUNTOS: Esportes