Após ameaça de Trump, Irã diz que não 'terá opção' a não ser obter arma nuclear

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Um conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta segunda-feira (31) que o país seria forçado a adquirir armas nucleares se fosse atacado pelos EUA ou aliados. O alerta ocorre após o presidente norte-americano Donald Trump ameaçar bombardear o Irã caso não haja acordo sobre o programa nuclear.
"Não estamos caminhando em direção a armas (nucleares), mas se vocês fizerem algo errado na questão nuclear iraniana, vocês forçarão o Irã a caminhar nessa direção porque ele tem que se defender", declarou Ali Larijani à TV estatal. "O Irã não quer fazer isso, mas... (ele) não terá escolha", acrescentou. "Se em algum momento vocês (os EUA) decidirem bombardear por conta própria ou por meio de Israel, vocês forçarão o Irã a tomar uma decisão diferente.", ressaltou.

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Khamenei prometeu retaliação às ameaças americanas, feitas durante o fim do Ramadã. "Eles ameaçam fazer maldades. Se isso for feito, eles certamente receberão um forte contra-ataque", disse o líder iraniano.
Segundo a AFP, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, enviou carta ao Conselho de Segurança classificando as declarações de Trump como "provocações belicistas" e garantindo que o Irã "responderá rápida e decisivamente" a qualquer ataque.
O Irã convocou nesta segunda-feira o representante suíço que cuida dos interesses americanos em Teerã e criticou Trump por ameaças de bombardeio, chamando-as de afronta à paz internacional. "Um chefe de Estado que ameaça abertamente o Irã com 'bombardeios' é uma afronta ultrajante à própria essência da paz e da segurança internacionais", afirmou o porta-voz diplomático iraniano Esmail Baqai, no X (antigo Twitter).
Em 2018, Trump retirou os EUA de um acordo nuclear de 2015 que limitava o programa nuclear iraniano em troca de alívio de sanções.
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