Jornalista é incluído em grupo de chat e segredos do governo Trump são revelados

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O editor-chefe da revista americana "The Atlantic", Jeffrey Goldberg, foi inadvertidamente adicionado a um grupo de conversas no aplicativo Signal, onde membros do governo Trump trocavam mensagens ultrassecretas sobre planos de guerra contra os rebeldes Houthis no Iêmen.
Inicialmente cético sobre a autenticidade das informações recebidas de figuras de alto escalão, como o secretário de Defesa Pete Hegseth e o vice-presidente JD Vance, Goldberg só confirmou a veracidade das mensagens com o início dos ataques.

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Em reportagem publicada na última segunda-feira (24) pela "Atlantic", Goldberg relata suas dúvidas iniciais sobre a legitimidade do grupo. A situação mudou quando os bombardeios lançados por porta-aviões americanos contra alvos houthis começaram a ocorrer. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca confirmou que as mensagens parecem ser autênticas e que estão investigando como o jornalista foi incluído no grupo.
A história teve início em 11 de março, quando Goldberg recebeu um convite no Signal de um usuário identificado como Michael Waltz. A partir de 14 de março, as conversas com Vance e Hegseth passaram a discutir assuntos sensíveis, principalmente sobre um bombardeio no Iêmen, de onde os Houthis têm lançado ataques para bloquear rotas marítimas no Mar Vermelho.
A certeza de que as mensagens eram de fato do alto escalão do governo Trump veio para Goldberg na tarde de 15 de março. Ao verificar as notícias sobre o Iêmen na rede social X, ele constatou relatos de bombardeios na capital Sanaa no mesmo horário em que as mensagens de Hegseth indicavam o início da operação militar.
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