Líder religioso dizia às vítimas que abusos eram 'broderagem'; prints mostram modus operandi

ouça este conteúdo
|
readme
|
Manaus/AM - Mensagens trocadas pelo WhatsApp entre um líder religioso e adolescentes de um grupo de jovens no bairro da Paz, em Manaus, revelam o modus operandi do criminoso. Ele se aproximava dos jovens, oferecendo dinheiro e presentes em troca de fotos e vídeos íntimos. Em algumas mensagens, o líder chega a falar sobre seus próprios filhos, o que causou "perplexidade" nos investigadores.
Em uma das conversas, o pastor oferece dinheiro para um dos adolescentes enviar fotos de outros garotos. De acordo com a Delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o pastor alega que se sente atraído por crianças e adolescentes, e se satisfaz vendo "Mas na verdade nas conversas nós identificamos que na verdade não é só vendo, né? Ele inclusive admite ali que teve relações sexuais com criança, inclusive de quando iniciou a investigação dava para ver que ele oferecia dinheiro para o menino de 12 anos... Ele ia pedindo desses garotos que apresentassem outros garotos que dessem o telefone de outros garotos e se dessem o telefone ele tinha uma quantia x a pagar.", disse a delegada. A ação do suspeito, foi comparada a uma espécie de "marketing multinível", pela Polícia Civil. Onde ele fazia crianças abusadas trazerem outras crianças para ele continuar cometendo os crimes.

Previsão de alagação e desmoronamentos em Manaus
"Inclusive para esses garotos, ele dizia: 'Olha, é muito natural isso'. Ele chamava de broderagem. É muito natural a broderagem. Um menino faz isso com outro, então ele anota muitos abusadores, o modus operandi dos abusadores é naturalizar a violência.", concluiu a delegada.
As mensagens também indicam que o pastor marcava encontros com os adolescentes, inclusive em um shopping da capital. Em uma das conversas, ele chega a enviar dinheiro para um dos jovens pagar um motorista de aplicativo para levá-lo ao encontro.
Confira algumas das mensagens apreendidas no celular do pastor, que estão sob domínio da polícia:
A polícia ainda investiga se o pastor abusava dos adolescentes durante os encontros. As vítimas já foram ouvidas e relataram que o pastor as aliciava com dinheiro e presentes.
As mensagens trocadas pelo WhatsApp são uma das principais provas contra o pastor, que foi preso preventivamente e será indiciado por estupro de vulnerável, corrupção de menores e produção de pornografia infantil.
Veja também

ASSUNTOS: Policial