Uso de maconha aumenta riscos de complicações e morte em cirurgias simples
Um novo estudo divulgado pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas (EUA), revelou que pessoas que fazem uso de maconha correm mais risco de apresentar complicações ou até morrer em cirurgias consideradas simples, do que quem não faz uso da droga.
Segundo especialistas da McGovern Medical School, que conduziram a pesquisa a maconha afeta o fluxo sanguíneo no cérebro e no corpo, diminui a respiração e a temperatura corporal, compromete as vias aéreas e a pressão arterial, acelera os batimentos cardíacos e causa outros transtornos ao organismo.
Além disso, ela também pode dificultar e atrasar a recuperação após a cirurgia. Os cientistas já tinham encontrado indícios disso, mas um teste feito com dois grupos de pessoas reforçaram a tese.
O estudo, publicado na revista JAMA Surgery, examinou dados de internações de 12.422 pacientes submetidos a 11 tipos de cirurgias eletivas de grande porte não cardíaco entre 2016 e 2019. Os procedimentos incluem cirurgias de vesícula, hérnia, joelho, quadril, coluna, biópsia de nódulo mamário, mastectomia ou histerectomia e outras.
Dos pacientes analisados, mais de 6.200 apresentaram transtornos por uso de cannabis, comparados aos pacientes que não usam a droga.
Aqueles com dependência de maconha eram mais tolerantes a complicações após a cirurgia, incluindo bloqueios nas artérias coronárias, derrames, lesões renais, tromboses, problemas comportamentais, infecção e até morte hospitalar.
Ou seja, quem usa maconha tem 7,73% mais chances de desenvolver complicações que podem levar à morte, que pacientes que não consomem a substância.
ASSUNTOS: Saúde e Bem-estar