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Em ato em SP, entregadores de aplicativo pedem 'melhores condições'

Por Folha de São Paulo

31/03/2025 11h46 — em
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Entregadores de São Paulo se reuniram hoje em uma manifestação para marcar a paralisação da categoria, que deve afetar até amanhã 59 cidades pelo Brasil. Eles pedem melhores condições de trabalho em serviços de delivery dos principais aplicativos em operação no país, como iFood, Uber Flash e 99 Entrega.

Centenas de entregadores e apoiadores se reuniram na praça Charles Miller, no Pacaembu. Por volta das 11h, eles seguiram para o MASP, na avenida Paulista, escoltados por viaturas da PM. Destino do grupo é Osasco, na sede do iFood - empresa líder do mercado de entrega de comida na América Latina. "Quem faz o iFood e qualquer outro aplicativo andar somos nós. Sem nós, eles não funcionam e viemos aqui mostrar nossa força", diz um dos organizadores em cima do carro de som, sob aplausos.

"Queremos hoje e amanhã mandar recado para os aplicativos e para as corporações que estamos insatisfeitos com a nossa condição de trabalho. Queremos reajuste já", afirma outra liderança.

Organizadores do "breque dos apps" alegam precarização do trabalho e pedem aumento da remuneração aos entregadores. A reivindicação principal é um "aumento justo" do valor das taxas pagas à categoria, segundo Junior Freitas, uma das lideranças do ato em São Paulo. "Somos precarizados há muito tempo e sabemos que é a remuneração que dita o quanto tempo precisamos trabalhar e ficar na rua se arriscando", diz.

Greve nacional tem quatro pautas centrais. São elas: a definição de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida; o aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; a limitação da atuação das bicicletas a um raio máximo de três quilômetros; e o pagamento integral de cada um dos pedidos, nos casos em que diversas entregas são agrupadas em uma mesma rota.

Trabalhadores de 59 cidades aderiram à paralisação. Além de São Paulo, atos nas ruas também ocorreram hoje em ao menos outras 18 capitais. São elas: Maceió, Manaus, Belém, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Distrito Federal, Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Floripa, Curitiba, Porto Velho, Cuiabá e São Luís.

Associação que representa iFood, 99, Uber e Zé Delivery, diz que "respeita o direito de manifestação" dos entregadores. Em nota, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) afirma que suas empresas associadas "mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores" e "apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades".

Empresas buscam "equilibrar demandas" entre entregadores e clientes, segue Amobitec. Suas associadas, conclui em nota, "atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery".

UOL também apurou que iFood avalia novo reajuste de taxas para 2025. Os novos valores, porém, ainda estão em fase de análise e ainda sem prazo para serem implementados.


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