Diretor do Samu diz que ambulâncias rodam pela cidade sem ter onde deixar pacientes em Manaus
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Manaus/AM - A situação de colapso na rede de saúde no Amazonas está afetando o trabalho do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Manaus. Conforme relato do diretor do serviço, Ruy Abrahim, as ambulâncias estão ficando entre duas a três horas com os pacientes rodando pela cidade em busca de hospital para recebê-los.
Em entrevista para a TV Amazonas, nesta quinta-feira (23), o diretor do Samu contou que nesta madrugada oito carros ficaram nesta situação. “Chega no destino desses hospitais de porta aberta e não é bem assim, eles estão de portas fechadas para o Samu, porque estão lotados. Estamos todos numa situação muito difícil, mas fica ainda mais complicado para o Samu pegar um paciente e não ter unidades que o recebam”, contou Abrahim. Os pacientes, após longa espera, conseguiram ser atendidos em unidades espalhadas pela cidade.
Além da falta de leitos, o diretor do Samu ainda citou uma situação preocupante da perda de materiais importantes que estão sendo deixados nos hospitais, como cilindros de oxigênio, fluxômetros e macas, pois as unidades não estão tendo esses materiais para receber os pacientes.
“Estamos ficando sem cilindros de oxigênio, fluxômetros, macas, estão ficando nos hospitais e tá sumindo do Samu. Daqui a pouco nós vamos ficar sem ter como atender a população. A continuar nesse ritmo vai chegar o momento que o Samu vai ficar inviabilizado. Você vai ligar para o Samu e infelizmente não vamos ter como atendê-lo”, desabafou Ruy Abrahim.
O diretor do Samu disse que ontem foram 55 atendimentos de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19, com uma média diária de 60 casos atendidos por plantão de 12h.
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