Relator vota pela cassação da chapa Dilma-Temer
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Nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin afirmou que “não é coveiro de prova viva” e concluiu seu voto pela cassação da chapa Dilma-Temer.
“Me comportei como os ministros dessa Casa, os de hoje e os de ontem. Quero dizer que, tal qual cada um dos seis outros ministros que estão aqui nesta bancada comigo, eu, como juiz, recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”, disse ele.
O relator listou os ilícitos que considerou pela cassação:
Recebimento de propina-gordura ou propina-poupança – ou seja, pagamentos ilícitos recebidos em anos anteriores, mas aplicados efetivamente nas eleições de 2014.
Pagamento realizado pelo estaleiro Keppel Fels a Mônica Moura em 2014
Recebimento de propina pelo contrato de navios-sonda da Sete Brasil com a Petrobras
Pagamento de propina em conta-corrente da Odebrecht
Compra de apoio político para a chapa da coligação Com a Força do Povo por tempo de propaganda de TV
Pagamento de propinas pelo departamento de operações estruturadas da Odebrecht em benefício da coligação Com a Força do Povo
E elencou as acusações que, embora comprovados, rejeitou:
Pagamento de "caixa 3" ou barriga de aluguel de doação eleitoral por meio da cervejaria Petrópolis
Pagamento de propina e destinação eleitoral na obra da usina hidrelétrica de Belo Monte
Pagamento de propina e destinação eleitoral na obra da usina termonuclear de Angra 3
Pagamentos de Eike Batista a Mônica Moura e João Santana
Pagamento pela Toyo Setal à gráfica Atitude, em benefício da coligação
A sessão retornará às 15h com o posicionamento dos outros ministros.
Com informações do Folha de S. Paulo.
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ASSUNTOS: cassação, chapa Dilma-Temer, Política