Racha de charretes no litoral de SP movimenta mercado clandestino de apostas
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PERUÍBE E ITANHAÉM, SP (FOLHAPRESS) - Rachas de charretes nas praias da Baixada Santista movimentam apostas e incluem público e participantes das corridas.

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De acordo com o delegado seccional de Itanhaém (SP), Archimedes Cassão Veras Júnior, as investigações apontam que as disputas envolviam dinheiro.
Em entrevista concedida à jornalistas nesta terça-feira (1°), porém, ele afirmou que não há ainda a informação sobre o quanto uma corrida de charretes movimenta.
O delegado afirmou que, antes do acidente que deixou uma turista morta na semana passada, a polícia não tinha conhecimento sobre os rachas.
"Pelo que levantamos na internet, essas atividades ocorrem frequentemente. Porém, por se tratar de uma atividade clandestina, eles atuam sempre sorrateiramente, procurando evitar ação policial", diz o delegado.
Moradores e comerciantes locais afirmam que os rachas de charretes já acontecem há, pelo menos, três anos. Eles também afirmam que os eventos tiram a paz da região, deixando grande volume de lixo.
Segundo os moradores, as competições são combinadas por grupos de WhatsApp e envolvem apostas altas em dinheiro.
Além dos animais, carros acompanham e filmam as corridas para certificar quem foi o ganhador. De acordo com os moradores, a maioria dos rachas acontece aos finais de semana, mas "treinos" podem ocorrer durante semana.
Para os moradores da região, a maioria dos cavalos usados nas disputas são de outras cidades como São Vicente e Praia Grande.
A polícia não disse onde os animais ficam, mas afirma que uma investigação em curso procura identificar o local em que eles são acomodados.
Autoridades se reuniram, nesta terça-feira, para articular medidas que coíbam rachas de charretes nas praias do litoral de São Paulo. O encontro ocorreu após uma charrete atropelar a turista Thalita Danielle Hoshino, 38, na praia de Santa Cruz, no limite entre os municípios de Peruíbe e Itanhaém.
Ela andava de bicicleta no momento da colisão e morreu após dois dias de internação. O condutor da charrete nega que praticasse racha.
Na reunião, que aconteceu na Delegacia Seccional de Itanhaém, que também contempla Peruíbe, foi acordado entre as duas cidades um revezamento para realizar o monitoramento das praias.
A ideia é que as equipes dos municípios façam rondas entre 7h e 17h. A medida deve começar a valer no próximo fim de semana.
Além disso, serão instaladas seis câmeras na região na qual ocorreu o acidente e, recorrentemente, acontecem rachas quatro equipamentos serão da Prefeitura de Itanhaém e os outros dois da gestão de Peruíbe.
Parte das pedras instaladas pela Prefeitura de Itanhaém na última sexta-feira (28), na praia de Santa Cruz, para evitar os rachas de charretes, já foi retirada.
A Folha esteve no local nesta terça e avistou falhas no bloqueio com pedras feito pela gestão municipal. Segundo o secretário de segurança da cidade, Milton Campos, a barreira será reforçada e o automóvel responsável por furar o bloqueio já foi identificado.
A estrutura provisória foi montada após a morte de Thalita.

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